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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Strigiformes
Família: Strigidae
 Leach, 1820
Espécie: P. perspicillata

Nome Científico

Pulsatrix perspicillata
(Latham, 1790)

Nome em Inglês

Spectacled Owl


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Murucututu

O murucututu é um Strigiforme da família Strigidae.

Conhecido também como corujão, coruja-de-garganta-preta, coruja-do-mato, bate-caixão (Ceará) e mocho-mateiro.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (latim) pulsatrix, pulsavi = batedor, pulsador, atacar; e de perspicillata, perspicillatum, perspicilatus = de óculos, ver através de. ⇒ (Ave) de óculos (que) ataca.

Características

Mede entre 40,5 e 51 cm (macho) e 42 e 52 cm (fêmea), e pesa entre 580 e 1075 g (macho) e 680 e 1250 g (fêmea). Esta grande amplitude de peso é devido as várias subespécies. Corujão sem “orelhas”, face com desenho branco puro, (ao contrário da P. koeniswaldiana), peito com uma fita parda, barriga uniforme branca ou amarela, íris alaranjada ou amarela. Filhote de penugem branca, disco facial preto.

Voz: Série rápida de seis a nove notas graves, roucas, com início abrupto “ bu bu bu bu…” que se torna mais fraca e mais grave no final. O canto da fêmea tem o mesmo ritmo e é ligeiramente mais agudo.

Subespécies

Possui seis subespécies:

Alimentação

Tem uma lista ampla de espécies predadas, que vai desde insetos, anfíbios, répteis, pequenos mamíferos (incluindo morcegos) e aves (incluindo pequenas corujas como Athene cunicularia e Megascops sp.). Explora todos os estratos da mata, capturando animais com hábitos arbóreos, semiarbóreos, terrestres e semiaquáticos.

Reprodução

Faz ninho em buracos de árvores ou em paredões rochosos, pondo 2 ovos brancos.

Hábitos

Comum em florestas altas, capoeiras e florestas de galeria, embora seja visto apenas eventualmente. É principalmente noturno, podendo entretanto estar ativo durante dias nublados. Descansa a alturas variáveis entre 2 m e o topo da copa em poleiros à sombra ou em meio à touceiras de bambu. Embora necessite de áreas florestadas para reprodução e pouso diurno, parece ser mais tolerante ao desmatamento do que as outras corujas florestais. Usa a mata secundária.

Distribuição Geográfica

América do Norte, América Central e América do Sul.

Presente em quase todo o Brasil, sobretudo na floresta Amazônica e na mata Atlântica do Nordeste. Considerada extinta no Estado do Rio de Janeiro, do nível do mar até 1800 metros de altitude.

Referências

Galeria de Fotos